quarta-feira, 25 de abril de 2012

Palestra 
Mercado de Trabalho Brasileiro:
tendências e oportunidades
Palestrante: Luiz Guilherme Brom
Data: 16 de Maio
Horário: 19h30
Local: FECAP Campus Liberdade - Av. Liberdade, 532

A FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado) tem o prazer de convidá-lo para um encontro no campus Liberdade.

Por meio do programa Conheça FECAP, que visa a aproximação com jovens e estudantes, pais, amigos e profissionais de todas as áreas, oferecemos a palestra "Mercado de Trabalho: tendências e oportunidades", sobre o mercado de trabalho brasileiro e sobre como elaborar e desenvolver o seu próprio projeto profissional.
Dentro desse contexto, o objetivo é mostrar aos participantes: como está o mercado de trabalho brasileiro? O que dizem as pesquisas do IBGE? Que estratégias são interessantes para o desenvolvimento e realização pessoal? Mitos e lendas sobre a profissão: mentiras que desorientam jovens e adultos.
Estas e outras questões serão discutidas nesta palestra, que apresentará um painel do mercado de trabalho brasileiro.
Esta palestra é destinada a todos aqueles – jovens ou profissionais maduros – que queiram melhor compreender o mercado de trabalho, suas opções, alternativas e chances de realização.
Luiz Guilherme Brom é doutor em Ciências Sociais, autor de livros e artigos, professor e superintendente institucional da FECAP.


Inscrições, dúvidas e Informações:
Área de Relacionamento Institucional
(11) 3272-2222 |
relacionamento@fecap.br

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Educação superior: Censo 2010

Dados divulgado pela Inep/MEC mostram que em 2010 haviam 5.115.896 alunos matriculados em cursos superiores presenciais. As mulheres representam 55% desse total. O Brasil possuia naquele ano 2.378 instituições de ensino superior que ofereciam 28.577 cursos. Nos últimos 20 anos, as matrículas nos cursos superiores presenciais cresceram 248%.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Gilberto Kassab e a educação.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, há alguns meses tentou entregar a uma grande construtora um valioso terreno público no bairro nobre do Itaim Bibi. Em troca, a empresa construiria creches na periferia da cidade. Motivo alegado: há uma enorme deficiência de unidades de educação infantil em São Paulo (isso é bem conhecido), mas a prefeitura não tem recurso para construir mais creches. Kassab colocava sua preocupação com a educação como a razão de tal negócio entre o interesse público e o interesse privado.

Nesta semana, entretanto, Kassab promoveu - com apoio da câmara municipal da cidade - um gigantesco aumento de salários no segundo escalão do governo. Mais dinheiro para cargo nomeado, em geral destinado a correligionário político, cuja utilidade no serviço público é, no mínimo, duvidosa. Assim, o salário de cada um dos 31 subprefeitos passou de R$ 6.573,00 para R$ 19.294,00, o de cada subsecretário de R$ 5.455,00 para R$ 18.329,00 e o de cada chefe de gabinete de R$ 5.455,00 para R$ 18.329,00.

O dinheiro que falta na educação parece sobrar para os amigos.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Salários desiguais no país da desigualdade

Ao longo dos últimos anos o Brasil se tornou menos desigual. Mas ainda longe, porém, do que seria minimamente aceitável em termos de igualdade social. O IBGE divulgou em novembro novo conjunto de dados do Censo de 2010 e chama a atenção a ainda difícil situação dos brasileiros no trabalho. Apesar dos avanços e melhorias recentes.


Na questão da remuneração, por exemplo, a cada três pessoas que trabalham no país, uma ganha no máximo um salário mínimo (no caso, R$ 510,00). E ainda, 73% dos brasileiros que trabalham ganha menos de três salários mínimos (R$ 1.530,00). No outro extremo, apenas 0,86% - menos de 1% - ganha mais de vinte salários mínimos (R$ 10.200,00).


Mas se o brasileiro não é apenas mal remunerado, ele também trabalha muitas horas por semana. A cada três trabalhadores, um trabalha mais de 45 horas semanais. E cerca de 74% de todos os que trabalham no país apresenta dedicação semanal acima de 40 horas. Na Alemanha e na Suíça a média nacional de horas trabalhadas por semana fica abaixo de 36 horas. E na Holanda, abaixo de 31 horas.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Você tem medo de fazer prova?

Se você tem medo, motivos não faltam. Milhões de crianças e jovens são torturados todos os anos nas escolas com sistemas de provas e exames feitos para aterrorizar, para amedrontar, para punir, para reprovar e excluir o aluno da escola. São sistemas de avaliação cuja única finalidade é a de classificar as pessoas, reforçando o preconceito e o estereótipo, com rótulos que vão do mau aluno ao vagabundo.




O aprendizado de qualquer estudante tem, no mínimo, dois responsáveis: o professor e o próprio aluno. O aprendizado do aluno é indissociável do ensino do professor. Se não houve ensino, não há aprendizado. Quando um aluno vai mal da prova, portanto, isso pode ser culpa do professor ou da escola. Mas é raro um professor ou uma escola reconhecer isso. A arrogância e a prepotência não enxergam erros no ensino.




Mas o pior é que grande parte das provas sequer avalia o conhecimento do aluno. Elas apenas exigem que o aluno diga o que o professor quer que ele diga. Só isso. Ou seja, não serve para nada.




E ainda tem gente que se surpreende com "maus alunos" que acabam desenvolvendo uma bela carreira profissional e com "bons alunos" que se tornam profissionais medíocres. Não deveria surpreender, pois quem disse que um é bom e o outro é ruim foi um sistema de provas que não avaliou nada. As provas escolares não captam as qualidades do "mau aluno".




Por isso alguns professores como Jussara Hoffmann, Maria Helena Souza Patto e o suíço Philippe Perrenoud defendem o fim desse tipo de avaliação inútil, classificatória e excludente. Sugerem uma outra avaliação: aquela que se presta exclusivamente ao aprendizado do aluno e à reflexão do professor sobre a eficiência do seu ensino.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A miséria salarial dos professores brasileiros

Aprovada há três anos, a lei nacional do piso do magistério não é cumprida em 63% dos Estados brasileiros. O piso salarial dos professores brasileiros, conforme a legislação, seria de R$ 1.187,00 para a jornada de 40 horas semanais de trabalho.


Em Minas Gerais, Estado citado frequentemente pela mídia como exemplo de gestão pública, o piso salarial dos professores é de R$ 616,00. Em São Paulo o piso é maior, de R$ 1.894,00, mas a jornada de 33% fora de sala de aula, conforme manda a lei, é de apenas 17%. Ou seja, em São Paulo o Estado dá com uma mão e tira com a outra, criando a ilusão de que paga melhor.


Um professor brasileiro ganha, em média, 40% menos que outros profissionais com mesmo nível de escolaridade. A questão salarial dos professores está na base do problema educacional brasileiro. Sem que isso seja resolvido, a continuar o cinismo, não há futuro para a educação no país.


Fonte: Folha de S.Paulo, 16 de novembro de 2011.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Quem quer ser professor?

Quase ninguém. De cada 100 estudantes do último ano do ensino médio, só 2 querem ser professor, conforme pesquisa da Fundação Carlos Chagas. E os alunos pesquisados não deixaram dúvida sobre o motivo da rejeição desta profissão: é socialmente desvalorizada.



E quanto mais elevado é o extrato social do aluno, maior a rejeição à profissão docente: entre os alunos da escola pública, os cursos da área de educação (Pedagogia e licenciaturas diversas) ocupam o 16º lugar entre as profissões mais desejadas, enquanto nas escolas particulares esses cursos ficam na 32º posição dos mais preferidos.