A identificação do profissional medíocre no ambiente de trabalho, em geral, é bem fácil e rápida. Bajulador obstinado, lacaio fiel de pessoas importantes, não tem qualquer vergonha do seu servilismo canino em relação a chefes, gerentes ou diretores. Sua opinião, invariavelmente, é a mesma do chefe. Com a mesma força que adula seus superiores, menospreza as pessoas em posições hierárquicas inferiores. Quanto a seus pares, seus colegas, estabelece uma relação de cinismo, pautada pela dissimulação e oportunismo. É fonte de intrigas e calúnias, sempre no sentido de prejudicar colegas de trabalho.
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Outra característica não rara desse tipo de profissional é a arrogância. Sabe de tudo, fala sobre qualquer coisa com a certeza e a convicção que só os ignorantes possuem. Essa característica pode atingir também aquele que apresenta vistosos títulos universitários. Aquele que é dado a afirmações categóricas e definitivas. Que não cede a palavra, não ouve e não reflete sobre o que os outros dizem. Por isso comete erros recorrentes, inclusive em relação à sua própria carreira. Quando nos vemos obrigados a conviver com esse profissional medíocre, devemos manter a calma e o equilíbrio. Manter uma certa distância dessas pessoas é salutar, como recomenda o filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Mas o importante é que devemos, mesmo que a médio prazo, encontrar um modo de nos afastarmos totalmente delas, pois a nossa profissão só se enriquece no convívio com pessoas éticas.
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