quinta-feira, 30 de junho de 2011

E a inveja? Como você lida com isso?

Inveja é a última palavra de "Os Lusíadas", o grande poema épico de Luis de Camões. Se esse sentimento de ódio e desgosto já era notável no tempo de Camões, hoje em dia, numa sociedade que tem como valor a aparência, a superficialidade e o poder material das pessoas, a inveja parece ter adquirido uma proporção ainda muito maior.

Seja no trabalho ou em qualquer outro círculo social, a todo momento nos deparamos com ele: o invejoso.

O grande inferno de sua vida é a inveja que lhe corrói as entranhas. O sucesso alheio não raramente se transforma em ódio, em mal-estar incontrolável, em fúria que o faz perder completamente a razão. Tom Jobim dizia que no Brasil o sucesso alheio é um insulto. Sérgio Buarque de Holanda, ao traçar o perfil do homem brasileiro, também deixa entrever esse traço de personalidade. Por causa da inveja, o invejoso, com sua mente tomada pela raiva, é capaz de tudo para agredir o invejado: rompe amizades, trapaceia e inventa calúnias carregadas de veneno. A fofoca e a intriga são praticamente as únicas armas do invejoso. Seu despreparo, sua arrogância e sua ignorância, causas de seu fracasso, ficam ainda mais gritantes perto do outro que brilha no exercício da profissão, pelo modo criativo de pensar e realizar seus projetos profissionais e pessoais.

Ao invejado, vale como consolo se lembrar sempre do que dizia Sêneca, o grande filósofo romano: jamais haverá felicidade para aquele que se atomenta com a felicidade alheia.

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